Por que prevenir ?

 

Há um ditado popular (vox populi - vox Dei) que diz: "É melhor prevenir do que remediar ", o que já ficou provado e comprovado em nossa realidade político-econômica, e seus reflexos no campo da Saúde e da Educação brasileira. Já temos a certeza de que os custos das necessidades de assistência a uma criança que se tornou deficiente são muito maiores do que os gastos que deveriam ser empreendidos para prevenir que ela se tornasse mais uma pessoa com dEficiência.

Segundo um manual elaborado pela CORDE (Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa com Deficiência), do ano de 1994, pode-se dizer que: "o custo social da ausência de uma política de prevenção primária e secundária (vide glossário) de deficiências acarreta gastos de US$ 12.452 dólares anuais ..." , para o atendimento de cada pessoa com deficiência. Em contrapartida, diz o manual, o custo anual para a Prevenção Primária "per capita" é de 20 dólares, e o da Prevenção Secundária é de 600 dólares.

Portanto, podemos concluir que, se nos basearmos apenas nos aspectos econômicos da prevenção, seus custos e benefícios para a Assistência de Saúde e Social de pessoas com dEficiência, fica claro que será melhor prevenir do que remediar, que será muito mais responsável e ético, além de realista e corajoso, reconhecer que há um descompasso entre a realidade brasileira (de mais de 10% da população com dEficiências) e o que se tornou urgente aplicar para a prevenção de novos casos, assim como a possibilidade da aplicação de recursos num programa integrado entre os diversos setores governamentais implicados nesta questão.

FICA MAIS BARATO PREVENIR DO QUE TRATAR, REABILITAR, EDUCAR, HABILITAR E INCLUIR uma pessoa com dEficiência em qualquer país da Terra.

Exemplificamos que, atualmente, os gastos, apenas de saúde e educação, de uma pessoa com Lesão Cerebral (Paralisia Cerebral), ultrapassam o valor de US$ 15.000,00 dólares anuais, ainda assim com algumas lacunas em seu processo pedagógico e reabilitador, já que uma criança com esta condição necessita de no mínimo 03 (três) profissionais diferentes, em etapas diferenciadas, para seu processo de re(h)abilitação, na dependência dos recursos sociais e econômicos de cada família em particular

 


Copyright © 1999 Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
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